sábado, 28 de novembro de 2009

...Esse estúpido e maldito Natal...

Sempre fico triste no fim do ano. As luzes, já piscando nas fachadas das casas dos bairros vizinhos, onde trafego na rota de ônibus nas madrugadas que retorno à minha casa. Aquelas luzes, que parecem tão felizes e hipnotizantes para mim, me lembram que a época que me deixa com mais agonia está chegando.
Os fins de ano sempre me trazem o desânimo. Seja pelo cansaço ou até mesmo por simplesmente ser fim de ano. Uma sensação de vazio e incompleto me toma a alma, como se houvesse desperdiçado outro ano de minha vida.
Vejo o tempo voar com suas asas mas parece que não vejo mais seu rastro nos céus... O natal sempre me faz lembrar que estou ficando mais velho e que, meus velhos sonhos, tornam-se cada vez mais distantes. As novas responsabilidades vêm, aos poucos, tomando muito do meu pouco tempo para a vida.
Peço desculpas aos (poucos) caros leitores que estão aqui em busca de uma palavra bonita, um poema ou algo que anime a (provável) madrugada de vocês... Realmente, venho aqui tentar aliviar um pouco o que anda me afligindo com grande força.

A faculdade anda me deixando louco. Os dias, tornando-se tão curtos, para afazeres tão longos e incontáveis. Ando tendo minhas primeiras crises de stress inclusive. Mãos tremendo sozinhas durante o dia e uma forte contração nos músculos e um desconforto nos nervos anda me tomando nos últimos dias. A tristeza, junto ao fim do ano, toma meu corpo sem explicação...
Estou cansado e preciso de um tempo para mim. Preciso de um tempo sem algo para pensar ou planejar, onde a vontade e o pensamento sejam feitos na hora e formulados na hora. Sem preocupações ou conseqüências, causas sem sentido... Preciso de um abraço e um colo.

...Preciso de um tempo para mim mesmo, um tempo para as pessoas que eu amo e as coisas que eu gosto. Preciso de um tempo para dar um tempo em tudo...

Esse maldito estúpido Natal que sempre me deixa pra baixo...


Ouvindo:
“Get Born Again”
Alice In Chains
Nothing Safe - 1999

terça-feira, 1 de setembro de 2009

...Uma Poesia Depois de Tanto Tempo...

Entre o tempestuoso e o perdido

Sol guia de nau arritmada do mar,

Das ondas se seguem os ventos, batidos

Sussurros se voltam a falar...

Das pedras se façam as âncoras, tristes

Submersas nas águas de seu passado.

E dessa ilhada confusão de presentes, persiste

A tempestade do que outrora foi amado.

Daqueles que ficam no mar, vazios perdidos

De entremeios de vida, corridos e insolentes

Espirros de uma vida há tanto tempo pendente

Dos sonhos mais profundos jazidos.



Há muito tempo não postava aqui e vieram as saudades...


Ouvindo:


"Heartwork"

Carcass

Heartwork - 1993

sexta-feira, 29 de maio de 2009

...Finalmente, o Hoje...

"Não há mais meios termos, nem começo ou fim...
...O tempo anda passando rápido demais."

A casa agora torna-se vazia nos meus dias. Parece que aquela alegria que existia antes se vai quando esqueço a porta aberta ou a janela para ventilar. De certo modo, parece que a solidão é quem invade, um vazio, uma certa tristeza.
Perdi o meu jeito com as palavras... Há tanto tempo que não escrevo nada para este blog, para os dias da minha vida... Há tanto tempo que não escrevo nada sobre mim mesmo ou sobre minha pessoa, meus dias e meus pensamentos... Há tanto tempo.
As pessoas que já muito amei as perdi... Velhos amigos que considerava tanto parece que se esvaeceram com os dias que não vi passar. Os velhos sorrisos de pessoas que jurei que não perderia na minha vida já se foram há muito tempo...
...Hoje, alguns estão já casados, outros para se casar, outros já não sei mais o que fazem da vida... É triste ver que aqueles seus amigos parece que já se foram.

Talvez isso não seja tudo que me aflige... Talvez não seja tudo que me atordoa o coração. Meus velhos problemas e paranóias, os fantasmas de memórias e pensamentos, fétidos e pútridos em sua essência, voltam a me assombrar. Uma velha tristeza do vazio, do nada, do vácuo no peito me bate.

Parece que sempre falta na vida alguma coisa...


Ouvindo

"One"
Metallica
S&M - 1999

segunda-feira, 11 de maio de 2009

..Carta Aos Velhos Amigos...



Por quê? Por que tanta confusão de sentimentos e memórias?
Pelo visto, já fui esquecido... Não digo isso por vingança ou por raiva temporária, não me entendam mal. Digo isso por tempos e tempos de decepção, solidão e uma falsa esperança que moravam no meu coração...
...Não queria nada tão específico, tão especial. Não peço toda a atenção do mundo ou todos os fins de semana, muito menos todos os convites para tudo que é possível e realizado. Só queria um pouco de consideração e carinho...
...Isso nunca faltou da minha parte. Relembro todos os velhos tempos com grande pesar no coração e uma saudade na cabeça, dizia orgulhoso dos fatos, dos momentos com meus velhos amigos, guardando-os no coração. Mas, parece que não há o mesmo pelo outro lado...
Esse meu dia que se passou talvez foi a prova definitiva. A prova definitiva que talvez a pequena consideração já sumiu há certo tempo, se escondendo entre pessoas novas. Mas, apesar de todas as pessoas novas que conheci, nunca esqueci das velhas pessoas que andaram comigo na estrada... Sempre olho pra trás e revejo as fotos e fatos na minha cabeça e, com um sorriso no rosto, relembrava e alegrava meu dia...
...Sinceramente, eu desisti de tentar. Desisti de correr atrás, de cansar-me, de correr por tudo. Não digo pelos convites, já fui convidado várias vezes para várias coisas mas sim pela simples presença. Por um oi que seja no meio da tarde, por qualquer pequeno gesto que demonstre que a pessoa é importante. Sei que posso não ter sido o melhor dos amigos nesses últimos tempos, mas sinceramente, amei-os como meus próprios irmãos até agora...

...Mas parece que, de tanto quebrar a cara, o sentimento cansou de viver. Desejo a todos vocês felicidade e boa vida. Que todos tenham uma vida brilhante e com felicidade...
...Aqui retira-se quem vos disse tudo isso e quem sabe um dia, talvez um dia, vocês se lembrem do que eu disse aqui e talvez percebam...


Ouvindo:

"Enquanto Ela Não Chegar"
Barão Vermelho
Balada MTV - 1999

quarta-feira, 6 de maio de 2009

...Meus Vinte Anos...


Hoje, hoje mesmo, chego aos meus 20 anos...
...É engraçado como a vida passa. Apesar de eu ter meus grandes apagões sobre a minha vida na infância até os 14 anos, não nego que do tempo que tenho memórias, sou um tanto quanto feliz...
O peso da idade está chegando e as responsabilidades estão cada vez maiores. Mas estou preparado para isso: quero envelhecer. Quero saber o que é a vida adulta e como tudo funciona e quero viver e mostrar que nada dessa tão exagerada saudade da infância é verdade. Que na verdade, ainda dentro de nós existe sim ainda alguém com tempo para tudo no mundo, basta enxergar. Algumas vezes, esse segundos que temos para nós hoje valem mais do que horas que tínhamos antes...
...Meus 20 anos finalmente chegam e com eles chega minha felicidade. Hoje sei o que sou, o que fui e dentro de mim já sei quem quero ser para mim e para os outros...

"...Algumas vezes, para mudar o mundo basta apenas movermos um dedo. Só temos que decidir quando..."


Ouvindo:

"Rise of The Tyrant"
Arch Enemy
Rise Of The Tyrant - 2007